O Brasil, pelo menos que eu saiba, é um país onde a pessoa que exerce um cargo público ao completar 70 anos de idade, recebe uma dupla punição institucional: 1) É compulsoriamente aposentado, portanto, afastado de sua função; 2) Continua pagando a Previdência Social cuja isenção ao aposentado havia sido institucionalizada para que ele tivesse mais recursos auxiliando nas despesas com remédios necessários, a fim de ele ter uma melhor qualidade de morte e, também, comprar livros para manter-se intelectualmente produtivo.
A primeira punição, dependendo do rendimento mediático, é mascarada com um Epitáfio Universitário: – Título de Professor Emérito [pelo menos na Universidade Federal do Pará (UFPA)], pois o docente recebe o título, mas, pelo que eu saiba, continua fora da Academia, apenas com mais uma linha em seu Curriculo Lattes. (É interessante registrar que o próprio físico César Lattes se recusou a essa exigência cientistocrata.)
A essas duas punições, que infelizmente são institucionais e nada se pode fazer contra, o Professor Aposentado (ainda referindo-me às instituições públicas paraenses que são responsáveis, em última instância, pelo desenvolvimento técnico-científico do Estado), mesmo que tenha conquistado o último degrau da carreira acadêmica – Professor Titular – devido a um concurso público de provas e títulos, sofre uma punição muito maior – a síndrome do alzeimermismo -, segundo a qual, qualquer proposta que ele apresente [p.ex. que a Universidade do Século 21 deve ser apoiada em dois grandes pilares: 1) A Ciência Básica como suporte de uma Tecnologia voltada para o desenvolvimento sócio-econômico do Brasil; 2) A Filosofia da Ciência como base do ensino graduado e pós-graduado], é considerada como um ato pretensiosamente senil, contra a autoridade para a qual aquela proposta é apresentada. Creio ser oportuno registrar que, no Primeiro Mundo, o Professor Universitário não é compulsoriamente aposentado e, em algumas Universidades Públicas Brasileiras, a permanência do professor decorre de um ato de humilhação (em meu entendimento), já que esse tem de mostrar que não está senil, preparando um projeto de pesquisa.
Conecte conosco
Subscribe to our e-mail newsletter to receive updates.





![Foto tirada no dia 11 de novembro de 2005, por ocasião do lançamento dos livros [autores: Benedicto de Abreu Sá, Bassalo, Bassalo e Mauro Sérgio Dorsa Cattani, Jerônimo Alves e Bassalo (CD)], no Colégio Estadual Paes de Carvalho. Da esquerda para a direita: Clodoaldo Fernando Ribeiro Beckmann, Presidente do Conselho Estadual de Cultura, e Bassalo. Foto tirada no dia 11 de novembro de 2005, por ocasião do lançamento dos livros [autores: Benedicto de Abreu Sá, Bassalo, Bassalo e Mauro Sérgio Dorsa Cattani, Jerônimo Alves e Bassalo (CD)], no Colégio Estadual Paes de Carvalho. Da esquerda para a direita: Clodoaldo Fernando Ribeiro Beckmann, Presidente do Conselho Estadual de Cultura, e Bassalo.](http://lh5.ggpht.com/-6OKFGwayVxY/UDOhnrtrjlI/AAAAAAAAAT4/QVmvSmO3T0I/s64-c/foto26.jpg)

![Foto tirada no dia 11 de novembro de 2005, por ocasião do lançamento dos livros [autores: Benedicto de Abreu Sá, Bassalo, Bassalo e Mauro Sérgio Dorsa Cattani, José Jerônimo de Alencar Alves e Bassalo (CD)], no Colégio Estadual Paes de Carvalho. Da esquerda para a direita: Antônio Gomes de Oliveira, Diretor de Ciência e Tecnologia da SECTAM, Bassalo, Mauro Sérgio Dorsa Cattani, Professor Titular da USP, e Raymundo José Ribeiro Serra, professor aposentado da UFPA. Foto tirada no dia 11 de novembro de 2005, por ocasião do lançamento dos livros [autores: Benedicto de Abreu Sá, Bassalo, Bassalo e Mauro Sérgio Dorsa Cattani, José Jerônimo de Alencar Alves e Bassalo (CD)], no Colégio Estadual Paes de Carvalho. Da esquerda para a direita: Antônio Gomes de Oliveira, Diretor de Ciência e Tecnologia da SECTAM, Bassalo, Mauro Sérgio Dorsa Cattani, Professor Titular da USP, e Raymundo José Ribeiro Serra, professor aposentado da UFPA.](http://lh5.ggpht.com/-BF5c7SyWal4/UDOhoJqFzAI/AAAAAAAAAUA/l0jWexV52KU/s64-c/foto27.jpg)




